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Saúde infantil

Consultas de rotina da criança: o calendário que não deve ser pulado

A consulta de rotina não existe para tratar doença. Existe para acompanhar crescimento, desenvolvimento e vacinas, e para pegar cedo o que ainda não deu sintoma.

6 min de leitura Publicado em 23 de julho de 2026

Profissional de saúde examinando criança em consultório pediátrico

O que é puericultura

Puericultura é o acompanhamento sistemático da criança saudável. Em cada consulta, o pediatra mede, pesa, examina, conversa e compara os dados com o histórico da própria criança. É esse acompanhamento ao longo do tempo que revela desvios que uma consulta isolada não mostraria.

Uma criança que sempre esteve no mesmo padrão de crescimento e de repente sai dele merece investigação, mesmo parecendo bem. É esse tipo de sinal que a rotina captura.

O calendário sugerido

O esquema recomendado pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria segue, em linhas gerais:

  • Primeira semana de vida, a consulta mais importante do primeiro mês
  • 1 mês
  • 2, 4, 6, 9 e 12 meses
  • 18 e 24 meses
  • Depois disso, ao menos uma consulta por ano até a adolescência

Prematuros, bebês de baixo peso e crianças com condições específicas seguem calendário próprio, definido pelo pediatra.

O que o pediatra avalia em cada consulta

  • Crescimento: peso, comprimento ou altura e perímetro cefálico, marcados nas curvas de crescimento
  • Desenvolvimento: marcos motores, linguagem e interação social esperados para a idade
  • Alimentação: aleitamento, introdução alimentar, dificuldades
  • Sono
  • Vacinação: conferência do cartão e orientação sobre as próximas doses
  • Exame físico completo
  • Prevenção de acidentes, que muda conforme a criança cresce

Leve o cartão da criança em todas as consultas. É nele que o histórico fica registrado.

Os testes dos primeiros dias

Ainda na maternidade ou nos primeiros dias, a triagem neonatal procura condições que precisam ser tratadas antes de causar dano:

  • Teste do pezinho: doenças metabólicas, genéticas e endócrinas
  • Teste da orelhinha: triagem auditiva
  • Teste do olhinho: alterações visuais congênitas
  • Teste do coraçãozinho: cardiopatias congênitas críticas
  • Teste da linguinha: avaliação do frênulo lingual

Se algum deles não foi feito, avise o pediatra na primeira consulta.

Alimentação nos primeiros anos

A recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde é de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, sem água, chá ou outro leite, e amamentação complementada com outros alimentos até os 2 anos ou mais.

A partir dos 6 meses começa a introdução alimentar, com alimentos in natura e sem adição de açúcar ou sal. O Ministério da Saúde recomenda evitar açúcar antes dos 2 anos de idade.

Telas

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta evitar telas antes dos 2 anos e limitar o tempo depois dessa idade, com uso acompanhado por um adulto. O ponto não é proibir por proibir: é que nos primeiros anos o desenvolvimento depende de interação, movimento e brincadeira, e a tela ocupa esse tempo.

Quando não esperar a próxima consulta

Procure atendimento diante de:

  • Febre em bebê com menos de 3 meses, que é sempre situação de avaliação imediata
  • Dificuldade para respirar, respiração rápida, chiado, afundamento entre as costelas
  • Recusa alimentar importante ou vômitos persistentes
  • Prostração, moleza, criança difícil de acordar
  • Sinais de desidratação: pouca urina, boca seca, choro sem lágrima
  • Convulsão
  • Manchas roxas na pele que não desaparecem ao pressionar

Em situação de emergência, ligue para o 192 (SAMU).

Este texto é informativo e não substitui consulta. Ele não serve para autodiagnóstico nem para iniciar ou suspender tratamento por conta própria. Diante de qualquer sintoma, procure avaliação médica. Em emergência, ligue para o 192.

Quer conversar com quem entende do assunto?

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Referências consultadas
  • Caderneta da Criança e Cadernos de Atenção Básica, Ministério da Saúde
  • Manuais de orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria
  • Recomendações de aleitamento materno, Organização Mundial da Saúde

Perguntas frequentes

Meu filho está bem. Preciso ir ao pediatra assim mesmo?

Sim. A consulta de rotina serve para acompanhar crescimento, desenvolvimento e vacinas, e para orientar alimentação, sono e prevenção de acidentes. É nela que se detecta o que ainda não deu sintoma.

Preciso levar o cartão de vacinação?

Sempre. É nele que o pediatra confere as doses aplicadas e programa as próximas.

Com que frequência depois dos 2 anos?

Pelo menos uma vez por ano, e com mais frequência se houver alguma condição em acompanhamento.

Criança precisa fazer exame de sangue de rotina?

Não necessariamente. Alguns exames são solicitados em idades específicas ou diante de sinais na consulta. Quem avalia a necessidade é o pediatra.

Posso levar meu filho na Provida sem convênio?

Pode. O atendimento particular está disponível nas duas unidades. Confirme valores e horários pelo WhatsApp.

Ficou com dúvida sobre o seu caso?

Cada pessoa é uma pessoa. Agende uma avaliação e converse com um médico da Provida.

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