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Dermatologia

Manchas e pintas: quando procurar o dermatologista

A maior parte das pintas é inofensiva e vai continuar assim a vida inteira. O que interessa ao dermatologista não é a pinta em si: é a mudança.

5 min de leitura Publicado em 23 de julho de 2026

Detalhe da pele do rosto com lesões de acne em avaliação dermatológica

Por que esse assunto merece atenção no Brasil

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no país, respondendo por cerca de um terço dos tumores malignos registrados, segundo o INCA. Somos um país tropical, de alta incidência solar e com boa parte da população se expondo ao sol por trabalho.

A contrapartida é que a pele é o único órgão que dá para examinar sem nenhum aparelho. Quando descoberto cedo, o câncer de pele tem altas taxas de cura.

A regra ABCDE

É o roteiro usado para avaliar pintas com risco de melanoma:

  • A de Assimetria: uma metade diferente da outra
  • B de Bordas: contorno irregular, recortado, mal definido
  • C de Cor: mais de um tom na mesma lesão, com áreas mais escuras, avermelhadas, azuladas ou esbranquiçadas
  • D de Diâmetro: maior que 6 milímetros, mais ou menos o tamanho de uma borracha de lápis
  • E de Evolução: a lesão mudou de tamanho, forma, cor, começou a coçar, sangrar ou descamar

O E é o mais importante dos cinco. Uma pinta que muda merece avaliação, mesmo que não cumpra nenhum dos outros critérios.

O sinal do patinho feio

É um atalho útil: as pintas de uma mesma pessoa costumam se parecer entre si. Quando uma delas destoa visivelmente das demais, em cor, formato ou tamanho, ela merece ser mostrada ao dermatologista.

Vale examinar também áreas que a gente esquece: couro cabeludo, orelhas, atrás dos joelhos, entre os dedos, plantas dos pés e região genital.

Lesões que não devem esperar

  • Ferida que não cicatriza em quatro semanas
  • Lesão que sangra com facilidade ou forma crosta que volta sempre
  • Mancha ou nódulo perolado, brilhante, que cresce devagar
  • Pinta nova depois dos 40 anos
  • Faixa escura na unha, principalmente se atinge a pele ao redor
  • Coceira ou dor persistente numa lesão de pele

Proteção solar sem ilusão

Protetor solar não é só para praia. A radiação ultravioleta acumula ao longo da vida, inclusive nos trajetos diários e nos dias nublados, porque as nuvens não bloqueiam boa parte dela.

  • Use FPS 30 ou maior nas áreas expostas
  • Reaplique a cada 2 horas, e depois de suar muito ou entrar na água
  • Evite o sol entre 10h e 16h
  • Some barreiras físicas: chapéu de aba larga, camisa de manga, óculos com proteção UV
  • Proteja as crianças com atenção redobrada, porque queimaduras na infância aumentam o risco na vida adulta

Câmaras de bronzeamento artificial são proibidas no Brasil desde 2009, por decisão da Anvisa, justamente pelo risco comprovado de câncer de pele.

Acne não é frescura

Acne é uma doença de pele, não um problema estético passageiro. Quando não tratada, pode deixar cicatrizes permanentes e tem impacto real na autoestima, principalmente na adolescência.

Espremer lesão inflamada piora o quadro e aumenta a chance de marca. Existe tratamento eficaz para praticamente todos os graus de acne, e ele é individualizado.

Outras queixas frequentes no consultório dermatológico: melasma, dermatite, psoríase, rosácea, queda de cabelo, micoses e urticária. Todas têm tratamento.

Este texto é informativo e não substitui consulta. Ele não serve para autodiagnóstico nem para iniciar ou suspender tratamento por conta própria. Diante de qualquer sintoma, procure avaliação médica. Em emergência, ligue para o 192.

Quer conversar com quem entende do assunto?

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Referências consultadas
  • Estimativa de incidência de câncer no Brasil, INCA
  • Campanhas e orientações da Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • RDC sobre equipamentos de bronzeamento artificial, Anvisa

Perguntas frequentes

Toda pinta é perigosa?

Não. A maioria absoluta das pintas é benigna e permanece assim. O que chama atenção é a mudança: pinta que cresce, muda de cor ou de formato, coça ou sangra.

O que é dermatoscopia?

É o exame da lesão com um aparelho de aumento e iluminação própria, que permite ver estruturas invisíveis a olho nu. Não dói, não precisa de preparo e ajuda muito a diferenciar lesões benignas das suspeitas.

Preciso usar protetor solar em dia nublado?

Sim. Boa parte da radiação ultravioleta atravessa as nuvens, e a exposição se acumula ao longo dos anos.

Preciso de encaminhamento para consultar um dermatologista?

No atendimento particular, não. Pelo convênio, depende das regras do seu plano. Confirme pelo WhatsApp antes de agendar.

Quanto tempo dura uma consulta de avaliação de pintas?

Uma consulta comum. O dermatologista examina as áreas de interesse e, se necessário, usa o dermatoscópio e registra as lesões para comparação futura.

Ficou com dúvida sobre o seu caso?

Cada pessoa é uma pessoa. Agende uma avaliação e converse com um médico da Provida.

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